ENTREVISTAS
- 21 de jan. de 2019
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CARLOS CARDOSO
1.Como foi a tua experiência na Escola Secundária de Campo Maior e de que forma teres estudado aqui te preparou e influenciou para o Ensino Superior?
“Antes de mais quero agradecer pelo convite, pois para mim é muito especial retomar esta relação com a escola em que cresci. Posso descrever a minha experiência na escola como educadora, pois em todos os sentidos foi uma grande casa de formação para o mundo cá fora. Em certa parte, também não foi muito pacífica por coisas que não vou falar aqui devido a serem ainda muito recentes. Acho que a segunda pergunta é relativa porque, apesar de a escola ter um papel fundamental na formação do ser humano, considero que há elementos mais responsáveis por essa formação que acabamos por precisar no ensino superior. Quero agradecer aos grandes professores que tive no secundário, quero agradecer muito, nunca esquecerei alguns, esses sim formaram-me para chegar ao superior.”
2.Mesmo que já não estejas na escola, achas que o funcionamento da escola muda de acordo com a mentalidade dos jovens ? Por exemplo, no teu tempo que atitudes e comportamentos achas que havia que deixaram de haver?
“Sem dúvida que quem move a escola são os alunos e é triste porque muitas vezes não têm noção do poder que têm todos juntos. Na minha altura, foi uma luta difícil mudar mentalidades e éramos muitos a tentar mudar, hoje não sinto tanto isso, embora saiba que ainda continua a existir. Não digo que as pessoas são tristes, mas a escola ficou mais triste Não digo que não há pessoas que mudem mentalidades, mas estão escondidas e ainda ninguém as descobriu ou ainda ninguém as levou a sério. De resto, acho que todas as listas candidatas a AE são responsáveis por essa mudança de mentalidades e, por isso, acho que estão todos de parabéns.”
3.Quais eram as condições da escola ? O que é que a AE modificou em prol da mesma ?
“Eu sou suspeito a falar porque estive lá 3 anos e, portanto, como podes entender, só vou falar bem. Mudámos muita coisa, fizemos muita coisa, sonhámos muito alto e éramos felizes; acho que foi uma época bonita de se viver. Trabalhei com muitas pessoas diferentes e isso foi excelente. Posso dizer que a escola não está decadente como vimos muitas outras, mas tem problemas que podem ser resolvidos se houver um pouco de pressão. Podia estar aqui a falar de 24 h, conferências, workshops, mas vou falar das manifestações que nós fizemos. Isso, por exemplo, acabou com a nossa saída, o que me leva a pensar que se calhar o problema real da escola éramos nós e a nossa influência. Agora ninguém se queixa, pelo que parece estar tudo bem (risos).”
4.Qual era o vosso principal objetivo ? Foi cumprido ?
“Quando nós embarcámos na aventura, não tinhamos um objetivo muito definido, apenas queríamos que aquilo se tornasse uma família e fosse passando de ano para ano. Demos por nós e a letra K permaneceu na escola durante 5 anos. Para ser sincero, eu acho que, inconscientemente, o nosso objetivo era esse, tal como reurnimos uma data de pessoas que queria muito fazer coisas. Por fim, também mudar mentalidades, e como sabem isso é um caminho longo e lento, então não posso dizer que foi cumprido. De resto, acredito que tenhamos cumprido o nosso objetivo. Quero saudar a nova AE pela vitória. Parabéns por esse espírito, estão num ótimo caminho. Saudações K”

Margarida Azinhais
1.Como foi a tua experiência na Escola Secundária de Campo Maior e de que forma teres estudado aqui te preparou e influenciou para o Ensino Superior?
“Entrei na Escola Secundária de Campo Maior no ano de 2009. Nunca fui uma excelente aluna, nem fui parar ao quadro de excelência. O facto de ter estudado neste estabelecimento pouco ou nada influenciou no meu ingresso no ensino superior. Quanto à preparação, como tudo na vida, posso dizer que passaram por mim professores bons e maus. Uns trago comigo, outros apenas fizeram vulto e é certo que ambos sabem quem são.”
2.Mesmo que já não estejas na escola, achas que o funcionamento da escola muda de acordo com a mentalidade dos jovens ? Por exemplo, no teu tempo que atitudes e comportamentos achas que havia que deixaram de haver?
“Efetivamente. Principalmente o respeito dos mais novos para com os mais velhos. É notório o comportamento dos alunos de sétimo ano. Quando eu entrei para a Secundária, olhava para os alunos do décimo segundo como um exemplo a seguir e respeitava tantos funcionários como professores. A sociedade está cada vez mais precoce e isso faz com que já nem se tenha um receio ou uma visão dos outros como um exemplo. Verdade seja dita, a culpa também parte do mau funcionamento do pessoal, seja ele de que tipo for.”
3.Quais eram as condições da escola ? O que é que a AE modificou em prol da mesma ?
“Como disse, ingressei no ano de 2009. Apanhei três fases da escola: a antiga, os contentores e a atual construção. Em todas as fases, notei a falta de preocupação com material didático e até mesmo aquecimento. Inicialmente, não estava ligado; quando sucederam as requalificações, começaram a ser utilizados, mas mais tarde caíram no esquecimento. Por muito que as condições da escola fossem preocupação da AE, nunca se alterou nada.”
4. Qual era o vosso principal objetivo ? Foi cumprido ?
“O nosso propósito enquanto associação de estudantes sempre foi o dinamismo e o bem estar dos alunos. Sou suspeita, mas penso que fizemos um bom trabalho, uma vez que, antes de nós, há muito tempo não havia AE. Conseguimos despertar o "bichinho" aos mais novos e, mesmo estando fora há três anos, orgulho-me da minha passagem - com altos e baixos - na Escola Secundária de Campo Maior e dos amigos que fiz. Aproveito para agradecer ao meu amigo Carlos. Sem ele nada teria sido possível.”

SORAIA TEODORO
1.Qual a tua experiência nesta escola, visto que já estudas aqui há 5 anos?
“Em termos de socialização e amigos, tem sido uma experiência positiva. A nível de ensino, também não tenho razão de queixa. No geral, acho que tem sido uma experiência bastante positiva e agradável.”
2.O que achas do funcionamento desta instituição escolar? Que aspetos mudarias?
“Mudaria essencialmente a parte do bar, acho que existe pouca organização. Tentam atender toda a gente ao mesmo tempo, porque, lá está, existe falta de organização e não conseguem chegar a todo o lado, gerando impaciência por parte dos alunos e professores, e gerando também atrasos. Acho que devíamos apostar na contratação de pessoas mais novas e com outra capacidade para gerir o bar. Outro dos assuntos é a falta de funcionários nos corredores. Grande parte das vezes, só temos um funcionário a tomar conta das duas fações do corredor, e isso já induziu vários problemas, como por exemplo a confusão de salas ou a falta de informação sobre as salas que estão disponíveis. O funcionário, na maior parte das vezes, acaba por não ter metade das informações porque está sozinho. E, por isso, acho que se devia apostar essencialmente na contratação de mais funcionários.”
3.Como sentes que a escola te está a preparar para o futuro, tanto a nível profissional como pessoal?
“A nível profissional, acho que estou a ser bem preparada, é uma escola que tem a sua devida exigência, não acho que seja nem de mais nem de menos, preparando bem os seus alunos. Já tivemos aqui alguns casos de sucesso e penso que virão ainda mais. A nível pessoal, graças a alguns professores, pudemos adquirir valor que na maior parte das vezes não nos foram transmitidos e, neste sentido, também acho que estamos a ser bem preparados para a vida em sociedade.”
4. O que achas que a AE poderia mudar em prol da escola e dos alunos?
“A Associação de Estudantes nestes últimos dois anos falhou um pouco em termos de reuniões gerais de alunos e de tentar ouvir a opinião destes acerca de certos problemas. Acho que esta nova Associação de Estudantes devia investir mais nisso: ouvir os alunos e lutar com eles por melhores condições na escola, porque temos uma escola nova, é verdade, mas ainda existem muitas falhas. Mas, pelo que vejo, está a trabalhar nisso e fico muito contente.”
5. Para ti, que significado tem e para que serve uma associação de estudantes? (Visto que a vês de uma outra perspetiva)
“Eu sempre tive esta ideia de que uma Associação de Estudantes é feita por alunos e está lá para os alunos. Tem como principal objetivo ajudá-los em qualquer tipo de problemas que eles tenham, incentivar e dinamizar vários tipos de atividades e, lá está, tentar resolver todos os problemas, melhorando o estabelecimento e sistema de ensino.”
6. Qual é o ponto principal em que a Associação de Estudantes deve tocar?
“A união entre todos.”

nuno meirA
1. Qual a tua experiência nesta escola, visto que já estudas aqui há 3 anos?
“Em termos sociais, a minha experiência sempre foi positiva. Criei amizades novas, criei laços com pessoas que não conhecia e, em termos profissionais, alterei a minha personalidade e amadureci. Relativamente a matérias e a professores, nunca tive razão de queixa. A matéria sempre foi lecionada da devida maneira.”
2. O que achas do funcionamento desta instituição escolar? Que aspetos mudarias?
“Na entrada não tenho nada a apontar, somente vigiam e têm a segurança da escola. Já no perímetro escolar, acho que se deviam preocupar menos com os alunos em si, ou seja, se querem ser tratados com o devido respeito, tratem os alunos também. Para mim, a solução para isto é o respeito mútuo entre auxiliares da escola e os próprios alunos. Na biblioteca não vejo grandes problemas, visto que os alunos só lá vão para estudar e requisitar livros ou calculadoras. No bar, a situação já se torna mais complicada. Se pagamos para comer, queremos comer como deve ser, ou seja, não queremos apanhar tostas ou torradas queimadas. Gostamos que tudo seja bem feito e, se faltar tempo, uma das soluções para isto era aumentarmos o intervalo para 30 minutos para podermos ter tempo para comer. Na minha opinião, os alunos devem ser tratados com o devido respeito, e, se chegamos em primeiro lugar, gostaríamos de ser atendidos primeiro. A solução para isto seria ou um sistema de senhas, ou uma organização por filas. No que diz respeito aos corredores, se um aluno não está a incomodar, não vejo mal nenhum em estar lá em cima. Alunos a partir do 9º ano já começam a ter uma maturidade diferente. Acho que, com alunos a partir do 10º ano, não deveria haver problema em estarem lá em cima. Por fim, acho que nas decisões que são tomadas, os alunos deveriam sempre ter uma opinião a dizer. Os alunos são a maioria de pessoas na escola e, por isso, a sua opinião também deveria contar.”
3. Como sentes que a escola te está a preparar para o futuro, tanto a nível profissional como pessoal?
“A nível pessoal, a escola ensinou-me a ganhar valores. Ganhei maturidade e a escola ensinou-me a trabalhar para atingir os meus objetivos. Gostaria de mencionar o professor Fernando Antunes, que, tanto em termos pessoais como profissionais, foi para mim o melhor professor que passou por esta escola. A nível profissional, nunca tive razões de queixa, ganhámos bases nas matérias, ensinaram-nos a trabalhar, a pesquisar, a persuadir e a raciocinar.”
4.O que achas que a AE poderia mudar em prol da escola e dos alunos?
"Na minha opinião, a Associação de Estudantes não poderia mudar radicalmente nada. A AE, por muito que tente ajudar, ouvir e cumprir o seu papel de acordo com o que diz, que na minha opinião é o que está a fazer, o Diretor é o Diretor. O Diretor tem todo o poder para mudar o que quiser e, por muito boa vontade da Associação de Estudantes, este trabalho tem que ser feito entre ambos.”
5. Para ti que significado tem e para que serve uma associação de estudantes? (Visto que a vês de uma outra perspetiva)
“Uma Associação de Estudantes, tal com o nome indica, é uma Associação para os estudantes. A meu ver, a Associação de Estudantes cria laços de amizade e procura acomodar, ouvir e ajudar os alunos.”
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